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Mattheus Montenegro critica Medida Provisória por 'falta de urgência e risco de fortalecer o mercado clandestino'
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O atual presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro — Foto: MARINA GARCIA / FLUMINENSE F.C.
O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, criticou a Medida Provisória que determinou a proibição total das casas de apostas no país e foi anunciada nesta sexta-feira pelo governo federal. Segundo o dirigente, o clube sofrerá um grande impacto financeiro.
— O que preocupa o Fluminense, assim como todo o futebol brasileiro, é o impacto de uma medida tomada de um dia para o outro. Aqui, o impacto ultrapassa R$ 100 milhões, porque, além do patrocínio máster, afeta contratos como os das placas do campo e as camisas, que são produzidas com seis meses de antecedência. É uma medida que gera grande preocupação para o futuro do clube — ressaltou Mattheus à CNN Brasil.
O Fluminense é justamete um dos clubes que já foram notificados por seus patrocinadores. O tricolor recebeu um comunicado da Superbet, com quem tem vínculo com a empresa até o fim de 2029 (R$ 58 milhões por ano), informando sobre o rompimento do contrato com a implementação da MP. Com isso, os clubes, federações e competições têm até às 23h59 do dia 5 de outubro para removerem todas as peças e ações de publicidade de bets.
— É natural, no mercado, que alguns clubes percam o patrocínio por causa do vencimento dos contratos, enquanto outros mantenham seus parceiros. Essa medida, porém, faz com que a maioria dos clubes brasileiros perca o patrocínio ao mesmo tempo. Isso desvaloriza o ativo, porque as empresas interessadas terão quase todos os clubes disponíveis simultaneamente, reduzindo o valor de mercado das camisas — disse o presidente tricolor.
Em nota publicada pouco antes do anúncio da MP, o Fluminense reconheceu a legitimidade do debate, mas listou uma série de fatores que reforçam a defesa de, no mínimo, “um período de transição adequado caso haja mudanças”.
— Tem a questão da segurança jurídica, já que a medida foi tomada do dia para a noite, sem transição, e pode violar leis e a Constituição. Além disso, as bets arrecadaram R$ 9 bilhões para o governo entre janeiro e agosto de 2026, e a medida não estima o impacto sobre essa receita. Também há o risco de fortalecer o mercado clandestino, além da falta de urgência, já que o tema já vinha sendo discutido no Congresso — disse Mattheus.
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