Na semana passada, eu questionei se as pessoas estavam vivendo ou apenas existindo. A pergunta pode parecer pesada, mas é uma das mais importantes que devemos fazer para nossa saúde mental.Porque existe uma vida que acontece no automático, aquela vida que é um ciclo entre acordar, trabalhar, resolver problemas e voltar para casa e dormir de novo. No dia seguinte, repete tudo de novo.Olhando por fora, parece que está tudo normal, tudo bem, só que, por dentro, parece que alguma coisa deixou de acontecer.Você não está necessariamente triste, mas não lembra a última vez que ficou realmente feliz. Você não está desesperado por algo, mas também não está entusiasmado com nada.Esse talvez seja um dos principais alertas de que precisamos olhar para nós mesmos. Saúde mental não é ausência da doença; envolve bem-estar, vínculos, propósito, fazer coisas normais da própria vida, e é bom deixar claro que viver não significa estar feliz o tempo todo.Dias ruins existem, frustrações e cansaço também; isso se torna prejudicial quando a vida inteira parece ser um ciclo rotineiro de coisas que precisam ser cumpridas. É quando você deixa de perguntar o que eu quero e passa a viver somente respondendo ao que estão esperando de mim. Quando esse momento chega, talvez seja a hora de parar, se olhar e fazer pequenas coisas que façam você se sentir novamente presente, como sair com um amigo, uma viagem, um projeto que você não terminou. Mas vale a pena reforçar que, se esse sentimento de falta de prazer ou vazio for constante, é importante procurar ajuda profissional; não é preciso esperar chegar ao limite para procurar ajuda. Viver é conseguir estar presente dentro de todos os dias.E talvez saúde mental também seja isso: não permitir que a rotina mantenha você apenas funcionando, enquanto, por dentro, você vai deixando de viver. A meta é viver.✅Para saber tudo do mundo dos famosos, siga o canal de entretenimento do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp





